Taquari, 19 de Agosto de 2018
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06/04/2018
Prédio do supercentro da Certaja está à venda

O prédio de 6 mil m² da Certaja Desenvolvimento, localizado em um dos pontos mais valorizados do Centro de Taquari, está à venda. O espaço com dois pisos, de frente para a rua 7 de Setembro esquina com a Albino Pinto, reúne 16 salas comerciais - sendo 12 alugadas, incluindo a área de um supermercado, e está avaliado em cerca de R$ 11,6 milhões.
A parte do prédio onde está o Agrocentro e a administração da cooperativa de Desenvolvimento, de frente para a General Osório, não será vendida. A decisão pela venda, segundo o presidente Pedro Maia, teve o aval dos associados e busca a recapitalização da cooperativa. Ele explica que a medida atende os aspectos financeiro e estratégico. 
A Certaja Desenvolvimento foi desmembrada da Certaja Energia em 2008, após determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de que as cooperativas de energia devem atender exclusivamente a distribuição e não ter outras atividades. Assim foi criada a Certaja Desenvolvimento, que ficou com todas as demais funções da cooperativa, entre elas, o investimento de construção das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Porém, ocorreram problemas de planejamento de projeto e a cooperativa teve prejuízo na ordem de R$ 14 milhões. “A Certaja está na Justiça buscando o ressarcimento dos prejuízos. Em função do erro de projeto (elaborado por uma empresa contratada), nós construímos uma usina deficitária, o que causou vários problemas: uma porque o custo foi muito superior e outra, talvez o mais danoso é que levou muito mais tempo para entrar em operação. Como o banco deu o crédito para o investimento diante de um contrato de venda futura, nós passamos mais de ano comprando energia no mercado para honrar o contrato sem ter a geração. No outro projeto de usina, que tínhamos expectativa de receita, também ocorreram problemas”, explica Maia. 
Para dar andamento nos trabalhos, a cooperativa contou com empréstimos bancários. Há ainda a receita dos aluguéis, no valor aproximado de R$ 55 mil mensais, e de prestação de serviços. No último ano, o resultado da cooperativa foi positivo, porém há o passivo financeiro. “A parte operacional terminou o ano com R$ 1 milhão de resultado, mas temos que pagar R$ 1,6 milhão de juros para o banco por ano”. 
O outro motivo para a venda do prédio é a questão estratégica. Segundo Maia, foi definido pelo grupo de associados, em assembleia, que a Certaja deve dirigir sua atenção para a agropecuária, principalmente, a parte agrícola. “Os associados acham que esse prédio, embora seja um bom patrimônio, não tá ligado a nenhuma atividade relativa à missão da cooperativa, que é o fomento à agropecuária, como é no caso do engenho. Antes, quando nós trabalhávamos com o supermercado havia esta ligação. Não vamos vender o patrimônio e ficar pagando aluguel. O sentido do prédio é puramente financeiro e hoje é mais vantagem vender e nos capitalizar para poder trabalhar”. 
O capital obtido com a venda do prédio servirá para fazer negócios para a agroveterinária e deixar de pagar a prazo e juros altos. “Para equilibrar as finanças, terminar com este problema e seguir  tranquilamente. Pela necessidade financeira, vale mais a pena a gente se capitalizar e conseguir trabalhar tendo rendimentos melhores, do que com os aluguéis, por causa da nossa descapitalização. Não podemos deixar de financiar o produtor”, ressalta.
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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