Taquari, 19 de Agosto de 2018
NOTÍCIAS
30/03/2018
Mapa mostra a quantidade de assaltos no Centro

Com base nas ocorrências da Delegacia de Polícia, O Fato Novo realizou um levantamento da criminalidade no Centro de Taquari. 
Somente neste bairro, foram registrados mais de 30 assaltos entre janeiro de 2017 até a metade do mês de março de 2018. O mapa abaixo mostra o local onde aconteceram estes crimes.
Conforme o levantamento, os estabelecimentos comerciais foram os principais alvos dos assaltantes.  Ao todo, são seis ocorrências. Uma delas foi o assalto ao Supermercado Paraíso em novembro do ano passado, quando uma quadrilha entrou no local, rendeu clientes e funcionários e levou a proprietária do estabelecimento como refém.
Neste período, também ocorreram cinco assaltos à residências situadas na área central. Um dos casos aconteceu no dia 26 de setembro na rua Marechal Deodoro, quando dois homens armados com uma pistola e um revólver renderam uma família em frente à sua residência. Os assaltantes pediram dinheiro e levaram uma televisão Samsung de 29 polegadas, um celular Moto G4 Plus e um automóvel Golf, de cor branca. Mais tarde, o veículo foi recuperado. Houve também quatro assaltos a pedestres, sobretudo nas proximidades da Lagoa Armênia.
E as agências bancárias, concentradas na área central, também foram alvo de ataques. Em menos de seis meses, assaltantes fortemente armados explodiram os caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal, situada na avenida Lautert Filho, e da agência do Banco do Brasil, rua Osvaldo Aranha. Nas duas ocasiões, pedestres foram rendidos para a formação de um escudo humano.
 
Após assalto, comerciante reforçou a segurança
 
A reportagem entrevistou a proprietária de estabelecimento que foi alvo de assaltantes no Centro. Com medo, as vítimas pediram para não serem identificadas. 
“Após o assalto, ficamos bastante apreensivos. Mas aí trabalhamos esta questão. Porque não podemos viver à mercê do medo”, relatou a comerciante.
Entretanto, enfrentar a sensação de insegurança não foi uma tarefa simples. “Você acaba ficando apreensivo quando uma pessoa estranha entra na loja. Porque a gente conhece todo mundo, aí quando entra uma pessoa que a gente não conhece já ficamos com medo de sermos assaltados de novo.”
Uma preocupação da comerciante é quanto aos usuários de droga no Centro, que passam de loja em loja pedindo dinheiro. “Notei que tem aumentado o número de usuários de droga que entram na loja pra pedir dinheiro para nós e para os clientes. E tu fica com medo, porque não sabe quando um deles vai te assaltar ou furtar algum produto”, desabafa.
A proprietária também fez um elogio às forças policiais, que embora estão trabalhando com pouco efetivo, trazem mais segurança para a população. “O que a gente nota que sentimos a presença da Brigada Militar, apesar da gente saber que o efetivo é baixo. Talvez não reparássemos antes, mas hoje quando eles passam dá uma tranquilidade.”
Para prevenir que o estabelecimento volte a ser alvo de assaltantes, a proprietária do estabelecimento decidiu investir em mais segurança. “Nós reforçamos a segurança, especialmente no monitoramento. Infelizmente, no momento atual, a gente tem que contar com a segurança privada”, afirmou.
Além disso, depois do assalto, os comerciantes começaram a utilizar as redes sociais para compartilhar informações para ajudar a melhorar a segurança no Centro. “Essa foi uma consequência boa do assalto. Depois disso, os comerciantes passaram a ajudar uns aos outros. Quando tem alguém estranho, todo mundo fica atento e avisa os outros. Nesta hora, a solidariedade é muito importante”, afirmou.
 
“O que dificulta o nosso trabalho é a falta de efetivo”, afirma a delegada
 
Em entrevista a O Fato Novo, a delegada de Polícia, Betina Martins Caumo, falou sobre os casos de assalto registrados em Taquari. 
“A gente percebe que a criminalidade em Taquari funciona como um ciclo. Enquanto os suspeitos estão na rua, aumenta o número de roubos. Quando estão presos, diminuem”, afirmou. Segundo ela, apesar de realizar várias operações para prender as quadrilhas que praticam assaltos, a Polícia Civil tem dificuldade em investigar os casos devido a falta de efetivo. 
“O que dificulta o nosso trabalho é a falta de efetivo. Temos muita demanda para pouco efetivo. Inclusive somos demandados a trabalhar fora daqui. Então nós temos esse problema do aumento da criminalidade somada a uma carência de efetivo”, afirmou.
Além disso, a delegada ressaltou que, nos últimos meses, a polícia tem percebido o aumento do registro de ocorrências falsas, que mobilizam o efetivo desnecessariamente. “Tivemos casos em que as pessoas perderam o celular e registraram uma ocorrência. Aí nós corremos atrás e acabamos descobrindo que a vítima está com o celular e esqueceu de registrar. Outra pessoa registrou ocorrência de que havia sido abordada por dois homens em uma moto e que eles levaram o celular. Mas não houve o roubo, a pessoa registrou a ocorrência falsa para justificar a perda de celular.”
Para a delegada, a instalação do sistema de videomonitoramento ajudaria no combate aos assaltos em Taquari. “Ajudaria muito, principalmente na identificação de autores de delitos. Estamos torcendo muito para que isso se implemente o quanto antes.”
 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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