Taquari, 19 de Junho de 2018
NOTÍCIAS
30/03/2018
A tradição dos ovos

A celebração da Páscoa, que relembra os momentos da crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, é feita de reflexão, símbolos e tradição.
Hoje, Sexta-feira Santa, quem não faz jejum, retira do cardápio a carne vermelha para dar lugar ao peixe em memória do sacrifício de Jesus. Há também quem faz a colheita da marcela ao amanhecer, para utilizar o chá ao longo do ano. 
No domingo, quando é comemorada a Páscoa, o dia é de caça ao ninho do coelhinho e de distribuição de ovos de chocolate.
Ao longo dos anos, muitos costumes foram substituídos, outros se perdendo. No entanto, há quem busque resgatar e repassar às novas gerações.  
Na casa da cabeleireira Marta Hartmann, 30 anos, a ideia é dar continuidade a muitas tradições. Noite da terça-feira, sua mãe, Eva Maria Kuhn Hartmann, 57 anos, dedicou-se em pintar as casquinhas de ovos de galinha guardadas especialmente para esta ocasião. Junto da neta Helena Hartmann Eilers, 4 anos, elas decoraram com tinta têmpera e canetinha as casquinhas que serão recheadas de chocolate MM’s. Maria aprendeu com sua mãe e avó a decorar. “Isto era a Páscoa, não tinham outras coisas. Não tinham as canetinhas nem as tintas. Eram tingidas com chá de marcela, que dava a cor amarelinha. Até um carvãozinho a avó passava para dar uma corzinha, uns risquinhos pretos”, recorda. Para encher a casca, eram usados amendoim com açúcar. “Eu via a avó e a mãe. Colocavam amendoim e, junto no ninho, uns merengues. A gente (Maria e demais crianças) dormia na avó para receber o ninho no outro dia e fazia muita pegadinha com ela”. Entre as travessuras, colocavam cadeiras nos cantos da casa para a avó ter que fazer barulho e eles descobrirem onde estavam os ninhos, que eram feitos em chapéus de palha.
Para a pequena Helena, os ovos de chocolate são mais legais e os pintados com a avó, mais divertidos. “Sonhei que tava junto com o coelhinho da páscoa”, comenta a pequena sobre o momento de descontração. 
A mãe, Marta, destaca a importância de manter a tradição. “Isso é um resgate daquilo que não vemos mais”.  
 
 
 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

mais vídeos

 
CLIMA
 
EDIÇÕES
Contato
(51) 3653.3795
(51) 3653.4719
(51) 9861.6358

Copyright © Jornal O Fato Novo 2013. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por