Taquari, 19 de Junho de 2018
NOTÍCIAS
23/02/2018
Taquari registrou 159 casos de violência doméstica em 2017

Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 159 casos de violência doméstica em Taquari. Em média, um caso a cada dois dias. É o que aponta o levantamento da Delegacia de Polícia, a pedido do jornal O Fato Novo, de Maria da Penha, que é todo e qualquer crime dentro do ambiente doméstico: injúria (ofensa), ameaça, via de fato e lesão corporal. 
Conforme a Delegada de Polícia, Betina Martins Caumo, grande parte dos registros são de ameaça. Para ela, na maioria as ocorrências são motivadas pelos ciúmes. “Em muitos casos, o agressor, verbal ou físico, pensa que a mulher é um objeto, que é propriedade dele”, explica.
No primeiro semestre de 2017, foram registrados 65 casos: catorze em janeiro, oito em fevereiro, onze em março, dez em abril, doze em maio e dez em junho. 
Já no segundo semestre, foram 94 casos, representando um aumento de 44,61% em relação ao semestre passado: 22 em julho, 16 em agosto, 11 em setembro, 16 em outubro, 14 em novembro e 15 em dezembro.
 
Em 2018, mais 26 ocorrências
 
Já foram registrados 26 casos de Maria da Penha em Taquari em 2018. Destes, 21 em janeiro e cinco em fevereiro.
 
Em quatro anos, 652 casos foram registrados
 
Ao todo o número de casos registrados nos últimos quatro anos foi de 652. Em 2014, foram 166 casos, uma média de 13,6 por mês. No ano seguinte, 2015, passou para 154 registros, uma média de 12,8 por mês. Em 2016, foram registrados 174 casos, cerca de 14,5 por mês. Com os 159 casos de 2017, a média é de 13,25 casos por mês.
 
Para delegada, número de casos é maior
 
A Delegada de Polícia de Taquari, Betina Martins Caumo, reforça que esses são apenas os casos que são registrados. Para ela, muitas vítimas deixam de informar à polícia, gerando a subnotificação. 
“Sabemos que muitos casos não são denunciados. Existem muitos casos que não são registrados”, afirmou.
Ela ressalta que o boletim de ocorrência é importante e ajuda a combater a violência doméstica. “Muitos homens cumprem as medidas protetivas impostas e deixam de perturbar ou de agredir a mulher em função  do temor de ser preso. Tivemos muitos casos de homens que foram presos em razão do descumprimento de medidas protetivas”, afirmou.
Ainda, segundo a Delegada, é comum que as vítimas acabem reatando o relacionamento com o agressor, o que pode agravar ainda mais a situação. “A gente também tem percebido muito que as vítimas registram no momento da raiva, reconciliam e voltam. Passa um tempo e voltam a se desentender. O problema é que normalmente existe uma escalada de gravidade. Primeiro uma ameaça, depois um tapa ou uma agressão que deixou marca visível.”
 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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