Taquari, 22 de Junho de 2018
NOTÍCIAS
12/01/2018
Corpo de Bombeiros alerta para os perigos de nadar em rios e açudes

Com as altas temperaturas registradas nos últimos dias, muitas pessoas aproveitam o período de férias para nadar no Rio Taquari, principalmente no Capão, ou nos açudes do interior.
Porém, após o afogamento do adolescente Gabriel Miranda de Araújo, 15 anos, na quarta-feira da semana passada, fica um alerta para a população sobre os perigos de nadar nesses locais.
Conforme divulgado em O Fato Novo na semana passada, Gabriel entrou na água com um amigo. E apesar dos dois terem sido alertados por um morador, que disse para não entrarem porque era fundo, eles tentaram atravessar o açude a nado. 
Durante a travessia, Gabriel acabou se afogando. O morador que testemunhou o fato relatou à reportagem que ninguém costumava nadar naquele açude.
Conforme o sargento comandante do Corpo de Bombeiros da região, Adriano Camargo Lopes, as pessoas devem evitar nadar em locais isolados que não possuem o mínimo de estrutura de segurança. “O problema é as pessoas entrarem nesses lugares sem segurança. Na verdade, não se recomenda nadar em local que não tenha segurança ou guarda-vidas. Por isso, o ideal é que as pessoas procurem balneários ou locais que possuem o mínimo de segurança.”
 
Perigo de nadar em açudes e rios
 
O sargento também falou sobre os perigos de nadar em açudes, lagoas e rios, pois pode haver galhos, buracos e outros obstáculos que impedem os banhistas de conseguir nadar, resultando no afogamento. “Uma coisa é nadar na piscina. Outra coisa é ir num lugar que não se conhece direito, que pode ser raso ou fundo, ter galho ou não. Daqui a pouco engancha no galho e daí afunda. E nos rios os riscos são maiores, porque tem correnteza e repuxo”
 
Sempre acompanhado
 
E, caso os banhistas decidam nadar nestes locais, é necessário que não estejam sozinhos.  “O maior cuidado que a gente tem que ter é nunca nadar sozinho. É importante ter alguma pessoa que vai observar. Não dá pra nadar no peito e na raça”, ressaltou.
A reportagem esteve na área de camping no Capão e conversou com alguns banhistas. Um deles era Jean Francisco Machado de Souza, 24 anos, que estava com os primos e os amigos. Jean costuma visitar o Capão quase todos os dias durante o verão, mas afirma que sempre está acompanhado. 
“O cara estar sozinho é um perigo”, alerta Jean, que observa os primos mais novos brincando dentro da água. “Por mais que o rio seja tranquilo aqui, a gente tem que ter cuidado. E de preferência acompanhado.”
Para ele, é importante que as pessoas fiquem atentas à correnteza. “Tem que saber onde tá nadando. Não dá para querer ser corajoso e achar que não vai acontecer nada. Tem uma parte do rio que é mais tranquila, a correnteza não é forte e não tem muito buraco. Mas se um desavisado entrar rio adentro, é mais fundo e tá cheio de buracos. Aí pode ser levado pela correnteza”, concluiu.
 
Mantendo o Capão limpo
 
Jean aproveitou para falar sobre a limpeza da área do Capão. No final de semana passado, ele e os amigos montaram, com sucata, um local onde as pessoas pudessem depositar o lixo, para não deixar jogado no chão. “Tem dias que tá terrível. Outro dia encontrei até fralda atirada aqui. Fora as garrafas de cerveja quebrada e os restos de comida”, comenta.
Por isso, ele espera que as pessoas se conscientizem e ajudem a manter o local limpo. “Nós temos um espaço maravilhoso. É só cuidar, se todo mundo fizer a sua parte vai ficar ainda melhor. Usufruir todo mundo quer. Mas ajudar, manter limpo, ninguém faz”, concluiu.
 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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