Taquari, 13 de Dezembro de 2018
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05/01/2018
Prefeito Maneco faz balanço do ano passado e aponta desafios para 2018

O prefeito Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco, concedeu uma entrevista a O Fato Novo nesta semana. Na ocasião, ele apresentou um balanço de 2017 e destacou os desafios para este ano que se inicia. 
Entre as metas da administração municipal para 2018 está a geração de emprego, uma das principais necessidades de Taquari. Confira a entrevista na íntegra. 
 
O Fato Novo - Como você avalia o ano 2017? 
Maneco - Dentro do cenário nacional e estadual, eu acho que o município foi vitorioso. Nós trabalhamos o ano de 2017 com inúmeras dificuldades. Sem dúvida nenhuma foi o pior ano para as administrações nas últimas décadas. E mesmo assim a gente chega no final do ano com a grande maioria das metas atingidas, situação financeira absolutamente equilibrada, salários em dia, contas pagas, obras em andamento, com as dificuldades inerentes, uma para, a outra anda, mas todas encaminhadas. O processo da Zanc avançou. A área de educação está 100%. E teve ExpoTaquari, Feira do Livro, Natal Açoriano. No balanço geral, excelente. Mas também tem que fazer a análise de que poderia ter sido muito melhor se o Governo do Estado estivesse com os repasses da saúde em dia e com as políticas de segurança em dia, que foram os grandes problemas da cidade no ano.
 
OFN - Em relação à segurança, que como você disse foi um dos principais problemas do ano, o que o município pode fazer?
Maneco - Segurança é responsabilidade do Estado. O município tem que ser parceiro para iniciativas que tem o seu alcance. Que é o que estamos fazendo agora: temos as câmeras de videomonitoramento, que ainda estamos aguardando a aprovação do projeto pelo Governo do Estado. Então é nessas situações que o município tem que ser parceiro.  Porque brigadiano na rua, mais efetivo, que é o importa de verdade, é com o Estado.
 
OFN - Quais foram as conquistas mais importantes para a administração?
Maneco - A primeira foi o pagamento da dívida do INSS. Essa talvez, por não se enxergar, não aparece na rua, as pessoas não se dão conta da importância do término desse pagamento. Isso já consumiu do município R$ 12 milhões sem correção. É muito dinheiro. Só no nosso governo foram R$ 6 milhões. Então muita coisa que vai começar a sobrar, que vai poder ser investido na cidade, especialmente agora na reforma prédio da Zanc.
E a segunda grande conquista, que ainda não está consolidada mas está avançando, é justamente a Zanc para a geração de emprego.
 
OFN - Os principais desafios para 2018?
Maneco - O principal desafio é a geração de emprego. Além da Zanc, nós temos outras ações que nós temos que avançar, como o condomínio de empresas e a busca de outros investimentos. Então esse é o principal desafio, até porque os outros desafios a gente conseguiu superar bem: creche, infraestrutura e posto de saúde. Tudo isso a gente avançou muito. Nós precisamos avançar mais na área do emprego.
 
OFN - E vai ter emprego na Zanc em 2018?
Maneco - Sim, sem dúvida nenhuma.
 
OFN - E quais são os principais desafios para a área de educação?
Maneco - O desafio é melhorar o que já está bom. A educação do município já é exemplo, tanto na questão de investimentos de uniforme, material e estrutura. Agora nós vamos ampliar a Emílio Schenk e a Timótheo Junqueira. E melhorar ainda mais na questão educacional.
 
OFN - E na saúde?
Maneco - É o Estado pagar a dívida. Nós vamos continuar a fazer gestão sem dinheiro com o abandono completo do Governo do Estado na área da saúde, que fechou o ano com mais de R$ 1,5 milhão de atrasado. Se o Estado pagasse, a saúde de Taquari seria melhor que a nossa educação.
 
OFN - Como você avalia a situação do hospital? Há o risco de fechar?
Maneco - Isso nos preocupa muito, muito, muito, muito. Por duas razões: a primeira pela diminuição dos repasses Estaduais e Federais por culpa do ISEV, por não estar cumprindo meta. Então nesse caso, não é culpa do Estado nem da União, mas porque o ISEV não está cumprindo meta. Então, a gestão do hospital nos preocupa muito. Nós temos cobrado muito do ISEV e notificado as ausências e os problemas na prestação de serviços. O ISEV promete melhorar. Vamos torcer para que sim e nós vamos continuar fiscalizando. 
 
OFN - A direção do ISEV não disse se há a possibilidade de largar o hospital?
Maneco - Por enquanto não.
 
OFN - E por que o Distrito industrial ainda não saiu do papel?
Maneco - Ainda estamos aguardando a licença ambiental. Só para tu ter uma ideia, o de Teutônia demorou oito anos para sair a licença. Saiu agora no final do ano passado. Então vamos ter que esperar mais um pouco.
 
OFN - Deseja acrescentar mais alguma coisa?
Maneco - Acho que 2018 tem que ser um ano para Taquari poder avançar mais. Nós, cidadãos, precisamos acreditar mais na cidade e ignorar aquela meia dúzia que fica torcendo para as coisas darem pra trás. E a Zanc dando certo ela pode se tornar o grande salto do município por conta da geração de emprego e do dinheiro que vai circular. E mesmo com as dificuldades, eu e o André vamos trabalhar cada vez mais para que as coisas deem certo, e precisamos do apoio de todo mundo.
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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