Taquari, 12 de Dezembro de 2017
NOTÍCIAS
17/11/2017
Em busca do sonho

Se a maratona de ensaios da invernada artística do CTG Pelego Branco é intensa, imagina nesta semana. O grupo participa amanhã, 18 de novembro, no Parque da Oktoberfest, em Santa Cruz do Sul, do 32º Encontro de Arte e Tradição (Enart) 2017. Esta é a primeira vez que uma invernada do CTG Pelego Branco estará no tablado mais cobiçado dos artistas gaúchos ligados ao tradicionalismo. “Tá todo mundo engajado neste projeto que é certamente o maior da história do CTG e, principalmente, da vida de cada um desses dançarinos. É o que vão levar para o resto da vida”, destaca o instrutor do grupo, Roger Izidoro, 32 anos, que tem 15 anos de experiência no festival.
Desde o domingo, 12, os 24 integrantes estão ensaiando diariamente para acertar detalhes que poderão fazer a diferença. “Eles (jurados) avaliam a interpretação, a correção (conforme descrita no manual de dança) e a harmonia (movimentos todos iguais)”, explica o dançarino do grupo, Joni Bilhar. 
O grupo precisa ensaiar 21 músicas, incluindo as danças de entrada e saída da pista. Porém, na hora da mostra são apresentadas cinco, sendo a entrada e a saída e outras três (de fila, de roda e com os pares soltos no tablado), que são sorteadas 15 minutos antes iniciar a apresentação. Nesta semana, além das danças, eles tiveram aula de interpretação. 
O tema do grupo, De Búfalos e Ganados, conta a história de Antônio Carlos Trierweiler, que com o som do violino, encanta búfalos, em General Câmara. “Optamos em manter o mesmo tema do ano passado, o Encantador de Búfalos, que, primeiro, nos deu sorte ao logo do ano e criamos um vículo muito forte com o senhor Antônio, que nos acompanha em todos os eventos que a gente vai, e por ter sido um investimento muito alto que fizemos no ano passado”, afirma Joni. 
Quarenta grupos participam da final na Força A e 20 classificam-se para o domingo, quando voltam a dançar. No domingo é anunciado o ganhador. “O desejo é grande, mas sabemos da dificuldade. Do quanto é complicado. Tem outros grupos com qualidade. Estamos esperançosos e podemos brigar pela classificação. A gurizada está bem preparada, mas com os pés no chão. Por saber que é difícil, eles vêm ensaiando mais a cada dia. Este grupo já fez uma baita história. Agradecemos à comunidade de Taquari que está apoiando, patrocinadores, e encantador, que nos ajuda bastante, à patronagem e à coordenação”, destaca Roger.
O CTG Pelego Branco está competindo, no sábado, no bloco 3 e a apresentação será a partir das 13horas, no Ginásio Poliesportivo (Palco A).
No bloco 3, onde está o CTG Pelego Branco, estão dois concorrentes fortes: o Aldeia dos Anjos, de Gravataí, que é 11 vezes campeão do Enart, e o Lalau Miranda, de Passo Fundo, que participou por diversas vezes do festival. No entanto, o grupo segue firme na busca pela classificação. “Estamos lutando para fazer bonito e passar para o domingo”, destaca Joni.  
O Enart é um evento aberto ao público. O ingresso custa R$ 15 por dia para adultos e R$ 7 para crianças de 10 a 12 anos e idosos acima de 60 anos. Há isenções para alguns casos, como pessoas com deficiência. Mais informações no site http://www.enart2017.com.
 
Dedicação intensa 
 
Os 12 pares de dançarinos da invernada adulta do CTG Pelego Branco são amadores e precisam conciliar a atividade profissional com a dança. Por isso, os ensaios ocorrem durante a semana, da meia-noite às três da manhã.   
Responsável pelo setor de comunicação de uma instituição, Joni Bilhar é formado em design, e trabalha das 8h às 12h e das 13h30min às 17horas. Nesta semana, tiveram ensaios todos os dias, sendo que na terça-feira, da meia-noite até a madrugada, dormiram no CTG e retomaram a preparação pela manhã. “Pra quem dança, chegar no Enart é a realização de um sonho. Eu nunca dancei, só assisti, então só de pensar naquele tablado e no nosso grupo, dá um arrepio. É uma coisa de amor pela tradição e uma sensação inexplicável. Só quem vive o Enart pra saber mesmo”, conta.
O grupo tem nove integrantes que residem em outros municípios, como Paverama, Montenegro e Portão. É o caso da dançarina Juliana Dias, 22 anos, que mora em Paverama. Ela trabalha como auxiliar em uma fábrica, das 7 às 17h12min. Duas vezes por semana tem aula do curso de Letras, na Univates, em Lajeado, e, depois, viaja para Taquari para ensaiar da meia-noite às três horas da manhã. Ela dorme em Taquari, na casa da coordenadora do grupo, acorda às 5h30min para ir trabalhar em Paverama. Ela dança há três anos no CTG Pelego Branco e diz que o sacrifício é recompensador. “Quando a gente começa a dançar, temos o intuito de ir para o Enart e rodeios, e senti que no Pelego, que é mais próximo da minha cidade, teria tudo isso”, explica. “Por amor e loucura são as palavras que mais definem tudo isso, porque a gente não ganha nada. Mas o que ganhamos por dentro, este prazer, é o que nos faz passar por isso. O amor pela dança. O resultado não importa. O prazer de estar aqui dentro, com os amigos”, completa. 
 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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