Taquari, 18 de Novembro de 2017
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10/11/2017
Oito acusados de matar homem são absolvidos

Ocorreu na última terça-feira, dia 7, o júri popular dos oito acusados de matar Vanderlei Quadros Antunes durante uma festa que ocorria na Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Tabaí, no dia 18 de fevereiro de 2001. 
Conforme a denúncia do Ministério Público, Élbio Souza da Costa, Paulo Sérgio de Souza, Ênio de Souza, Luiz Fernando Souza da Costa, José Valdinei Ávila Oliveira, Volnei Ávila Oliveira, Adriano Souza da Costa e Valdoi Silveira Rodrigues foram acusados de agredir, violentamente, a vítima. 
Durante o julgamento, que durou aproximadamente doze horas, o Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Roberto Carmai Duarte Alvim Júnior, o Ministério Público pediu a condenação dos réus por homicídio qualificado. 
“O Ministério Público sustentou a condenação de todos por meio cruel, porque bateram nele até a morte. Eles foram apontados pela ex-companheira da vítima e por outras duas testemunhas”, afirmou o promotor. 
Na ocasião, os oito réus negaram participação no crime, tese defendida pelos advogados. “Na minha tese que eu defendi, foi de negativa da autoria porque não havia nexo de causalidade entre a conduta dos reús e o fato morte”, afirmou o advogado Itomar Espíndola Doria.
Os jurados acolheram a tese da defesa e os oito réus foram absolvidos. Assim, o juiz de Direito da 1ª Vara do Foro da Comarca de Taquari, Leonardo Bofill Vanoni, formalizou a absolvição.
Em entrevista a O Fato Novo, o promotor disse que o Ministério Público não vai recorrer da decisão. “Eu sou pautado do seguinte princípio: a comunidade precisa absorver aquilo que julga. Então, ela precisa absorver esta decisão”, afirmou.
 
Dezesseis anos depois
 
Desde a morte de Vanderlei em 2001, passaram mais de dezesseis anos para que ocorresse o júri popular dos oito. As movimentações do processo, segundo o portal do Tribunal de Justiça, datam de fevereiro de 2003, e continuaram ano após ano até a data do júri. 
A reportagem conversou com o promotor de Justiça, Roberto Carmai Duarte Alvim Júnior, e o juiz de Direito da 1ª Vara do Foro da Comarca de Taquari, Leonardo Bofill Vanoni, para entender o motivo dessa demora.
“São coisas infelizes que acontecem no judiciário”, comentou o promotor Roberto, “A gente teve um momento no Tribunal de Justiça que os processos ficaram anos parados. E nesse caso, um dos problemas que demorou o processo é que a defesa, como eram oito réus, arrolou muitas testemunhas em várias cidades”. Para o promotor, a demora prejudicou o processo. 
Conforme o juiz de Direito da 1ª Vara do Foro da Comarca de Taquari, Leonardo Bofill Vanoni, a grande quantidade de testemunhas, inclusive muitas que moravam em outras cidades e não eram localizadas, causou a demora. Ele também destacou que há poucos casos no Rio Grande do Sul onde há oito réus. 
“São poucos casos no Estado com tantos réus. E foram ouvidas diversas testemunhas em diversas Comarcas, não só na de Taquari. E ainda a 1ª Vara teve um período em substituição de mais de ano. Tudo isso atrasou a realização do júri”, explicou o juiz.
Este é o segundo júri popular desde que tomou posse como titular da 1ª Vara do Foro da Comarca de Taquari. “Agora, teoricamente, todos os processos que estavam aguardando júri estão pautados. Já há outro marcado para a próxima terça-feira e outros três marcados para o ano que vem. E a tendência é que ocorram ainda mais no ano que vem”, afirmou.
Ele também explicou como funciona o processo dos júris. “Os júris têm uma ordem cronológica. Tu tem que designar primeiro os que possuem pronúncia mais antiga. Salvo se tiver processo com réu preso, que tem prioridade. Então, o primeiro júri que eu fiz com réu preso e agora o segundo é o processo mais antigo. Então, para os próximos júris marcados, obedeci a este critério.”
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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