Taquari, 18 de Novembro de 2017
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27/10/2017
MISTURA FINA: Funerárias querem parceria para reformar Capela Mortuária

É de conhecimento de toda a comunidade a situação da Capela Mortuária Municipal. Nesta semana, o Mistura Fina visitou o espaço e constatou diversos problemas no prédio, que precisa de manutenção. É necessário reformar o telhado, realizar pintura, melhorias no piso, fiação, entre outros.
A situação preocupa os proprietários do Plano Costa e do Plano Rocha, que realizam funerais na capela e costumam escutar as queixas dos clientes. Entre os principais problemas relatados, segundo as funerárias, está o telhado, que apresenta infiltrações, prejudicando os velórios nos dias de chuva. 
Em função disso, as duas empresas de serviços funerários buscam realizar uma parceria com a Prefeitura Municipal para reformar a Capela Mortuária. “A gente só quer dar condições para as famílias. Porque hoje está horrível de atender lá. Horrível”, afirma Cássio Rocha, o Batatinha, proprietário do Plano Rocha.
Batatinha conta que as conversas acontecem há muitos anos, desde a época do ex-prefeito Ivo Lautert. Entretanto, nenhuma das ideias foi adiante desde então. “Hoje, o município não tem condições de reformar a capela. Também não acho justo nós usarmos a capela, que é um patrimônio público, e não pagar nada. A gente não quer pra nós, mas que a gente possa reformar, até para a gente poder dar uma condição melhor no velório”, comentou.
Maicon Costa, proprietário do Plano Costa, reforça que as funerárias já estão dispostas a fazer uma parceria. “A gente já se colocou à disposição algumas vezes para a Prefeitura. Tivemos conversas informais e alguns protocolos em relação à capela. Mas são apenas conversas informais, nada formalizado no papel a princípio. Mas é preciso se preocupar e tomar uma atitude quanto a capela”, comentou.
Segundo eles, recentemente os dois empresários negociaram com o vice-prefeito André Brito e o secretário da Fazenda, Adair Souza, para realizarem manutenções na rede elétrica e no telhado. Entretanto, a proposta não foi adiante. “Estava tudo certo. Orçamento, tudo pronto. A mão de obra seria R$ 2.800. Cada funerária pagaria R$ 1.400. Mas acabou trancando”, relata Batatinha.
Para Maicon, é necessário tomar uma atitude urgente. “A gente tem que partir do princípio que precisa de uma reforma, uma manutenção urgente. E a população não pode mais arcar com esse custo. Mas a gente sabe que o município não tem recursos e o setor privado está arcando com diversos custos na cidade. Então, temos que achar um meio termo”, comentou.
 
O que diz o Prefeito
 
Em entrevista ao Mistura Fina, o Prefeito Maneco disse que a colaboração das funerárias é importante. “Isso é evidente. Todo mundo que quiser ajudar e fazer a sua parte a gente vai ajudar sempre. Mas a Prefeitura não faz acordo, só fizemos o que a lei permite. Então, para fazer algo, tem que fazer um projeto na Câmara, tem que ter um edital publicado… enfim, infelizmente, tem toda uma burocracia”, afirmou.
Segundo ele, as propostas feitas pelos empresários foram apenas informais. “Não tem nenhum requerimento na Prefeitura neste sentido. Tiveram conversas informais,mas não chegou nenhum protocolo.” Questionado sobre a situação da capela, Maneco respondeu que sabe da situação e recebe muitas reclamações.
 
O repúdio de Silvinho Eletricista
 
Durante sessão do Legislativo na semana passada, o vereador Silvinho Eletricista (PP) disse que queria fazer um repúdio em relação ao atendimento de um médico plantonista no Hospital de Taquari. O vereador disse que seu genro precisou de atendimento na instituição e demorou 1h10 pela consulta. “E essa pessoa é deficiente, devido a um acidente de trânsito, e está há um ano e pouco lutando pela vida. E não foi só com essa pessoa que aconteceu, é com outras. Então vou fazer esse apelo, porque esse doutor deve ter família, para não fazer mais isso. É impossível isso acontecer em Taquari”, desabafou o vereador.
Nesta semana, o Mistura Fina conversou com a filha de Silvinho, Ana Paula Lopes da Silva, que acompanhou o marido durante o atendimento, ocorrido no dia 7 de outubro. Segundo ela, o médico com quem o marido se trata é de Estrela e havia trocado a medicação dele. O medicamento causou um efeito adverso e o marido de Ana Paula teve fortes reações ao remédio. “Ele estava passando muito mal”, contou.
Ana Paula disse que questionou as enfermeiras sobre onde estaria o médico e o procurou por todos os lugares indicados pelas funcionários do Isev, no entanto, não localizou o plantonista. “O médico só veio quando disse que ia chamar a polícia. Aí o médico atendeu ele”, relatou a esposa. Segundo ela, a espera durou desde 12h30, quando chegou ao hospital, até 13h45, quando o médico o atendeu. Após o primeiro atendimento, o paciente recebeu medicação e ficou hospitalizado até a noite do dia 7 de outubro, devido à complexidade do seu caso.
 
Maneco e André tiveram audiência de Ação de Investigação Judicial Eleitoral
 
Na manhã de ontem, ocorreu a audiência de instrução e julgamento em relação à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que analisa supostas irregularidades na campanha do Prefeito Maneco (PT) e vice André Brito (PDT), pela coligação Mais Mudanças, Novas Conquistas (PT, PDT, PTB, PR, PC do B, PSB e PRB).
A investigação é relativa ao possível uso da máquina pública para favorecer a candidatura de Maneco e André. O uso da máquina pública, conforme informações já passadas pelo MP ao Mistura Fina, teria ocorrido na marcação de consultas para gestantes, campanha eleitoral por parte de servidores e estagiários em horário de expediente, além de ações durante a atividade Abraço à Lagoa, feita por ocasião da campanha eleitoral da coligação.
Ainda não há uma sentença sobre o caso.
 
Oposição x situação
 
Na semana passada, o Mistura Fina ouviu uma conversa de que políticos ligados ao Governo Maneco estariam insatisfeitos por não terem sido convidados para uma reunião na secretaria estadual de Segurança Pública, na quarta-feira, 18 de outubro. O encontro havia sido marcado por integrantes do Partido Progressista, sigla considerada de oposição à Administração Municipal. O próprio prefeito Maneco chegou a afirmar ao Mistura Fina que não iria à audiência, pois não tinha sido convidado formalmente.
No entanto, durante aquela manhã, o prefeito, vice e alguns vereadores do PSDB já estavam em Porto Alegre, para reunião com o deputado estadual Lucas Redecker. No encontro, acabou sendo acertado que eles também participariam da reunião com o secretário de segurança Cezar Schirmer. A decisão teria desagradado a oposição. “Preferiria ter ido apenas nós, da oposição”, disse um político em off.
Nesta semana, o Mistura Fina conversou com o vereador Clóvis Bavaresco (PP) sobre a situação. Embora o vereador tenha dito que gosta de pouca gente em reuniões, ele não confirmou que os integrantes da oposição teriam ficado desagradados com a participação dos políticos de situação no encontro. “Não foi isso. Eles já fizeram esse joguinho sujo. Eu pedi a reunião para o Rogério [Santos], para ele ver com o Pedro Westphalen, e conseguir uma reunião. Claro que todo mundo poderia ir lá. Eu anunciei na sessão. Tanto é que eles foram”, disse o vereador.
 
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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