Taquari, 18 de Novembro de 2017
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27/10/2017
O país do futuro

Decidi fabricar uma camiseta com mangas inovadoras: em forma de “V” na parte de cima e sem pano na parte de baixo, onde seria igual a uma regata. Porque acho muito confortável vestir regata, mas um pano só na parte de cima da manga daria mais estilo ao modelo. Minha irmã, do ramo da moda, riu quando eu disse que se fracassarem as vendas eu vou descobrir porque ninguém teve essa ideia antes. Pelo menos eu vou tentar, alguém tem de fazer isso.
Acordei, vi minhas mãos tatuadas de azul com as estrelas do Cruzeiro, meu time, e pensei como o fanatismo pelo futebol afeta nossas vidas. Seremos um país melhor se toda essa paixão se transferir para as outras áreas da sociedade?
Um dia estava batendo papo com o Randolfe Rodrigues, depois fiz uma caminhada com a Marina Silva, filosofando sobre o que será de nosso país no futuro. Raras pessoas conseguem debater com serenidade nessa polarização violenta entre “direita e esquerda” onde sobram acusações recíprocas e faltam debates mais sérios.
Qual um rumo sério para a economia do país? Em que modelo podem conviver o espaço para o empreendedorismo, para a criatividade e paixões individuais e também um Estado responsável capaz de atender aos problemas maiores da sociedade? Há décadas se diz, aqui e no mundo, que o Brasil é “o país do futuro”, quando se começou a dizer isso a Coreia do Sul era um país do terceiro mundo igual a nós. Hoje a Coreia tem a Hyundai e a Samsung e nós, brasileiros, compramos seus carros e celulares, com a tecnologia que eles desenvolveram, de primeiro mundo.
Nossa economia depende de “commodities”, produtos primários. Vendemos matérias-primas que os outros países industrializam e nos revendem, como é o caso dos minérios, fundamentais para a indústria chinesa, japonesa, europeia, norte-americana. Não temos “valor agregado” nos nossos produtos, como se diz na linguagem econômica.
Evolução tecnológica, mudança de perfil, requer planejamento. O Estado aqui sempre foi indutor do desenvolvimento, aqui temos uma espécie de capitalismo dependente do Estado e não foi a JBS quem inventou isso, ela apenas seguiu a tradição nacional. Pior que a dependência, talvez até que a corrupção, é o imediatismo, a falta de visão, de projeto. Aqui se fomentou a indústria automobilística mas não a tecnologia. Aqui se apoia o agronegócio mas predatório, que compromete o futuro inclusive do clima, com a devastação das florestas.
Os três primeiros parágrafos foram relatos de sonhos que tive, fantasiosos, afinal não vou lançar camisetas nem tatuei estrelas, só as conversas com a Marina eu já tive o privilégio de ter. Mas sonho, mesmo, é o Brasil ter um projeto de futuro.
 
Montserrat Martins
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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