Taquari, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
29/09/2017
A Constituição desmoralizada

O Congresso Nacional descumpre agora uma decisão do STF, que é responsável por interpretar e aplicar a Constituição, colocando-se o Senado no papel de “decidir” se seguirá ou não o julgado pelo STF em relação a Aécio Neves.
Está rompido o funcionamento normal dos 3 Poderes, previsto como um sistema institucional onde Executivo, Legislativo e Judiciário representem limites um para os outros, estabelecidos pela Constituição. O Congresso se comporta como uma quadrilha agindo em benefício próprio, para evitar punições contra seus membros.
A apatia da população brasileira diante disso é deprimente. Apesar de informado claramente em todas as mídias, o que o Legislativo vem fazendo com o país tem ficado impune. A autoestima nacional chega agora ao fundo do poço, quando o Senado descumpre decisão do STF. Somos uma legítima “República das bananas” como já foi dito do nosso país, bem como a famosa frase de que “o Brasil não é um país sério”.
Ao mesmo tempo, nunca tivemos uma Polícia Federal e um Ministério Público tão atuantes, flagrando políticos de todos os partidos, megaempresários, tendo sido capaz a Procuradoria Geral da República de apresentar denúncia completa sobre a corrupção do próprio Presidente da República e seus principais ministros – revelando o esquema de corrupção de Temer, Padilha e Moreira.
Num momento em que ninguém escapa aos rigores do Judiciário – o presidente em exercício, o ex-presidente Lula, o ex-presidenciável Aécio – parece que o Congresso decidiu que é hora de “parar com a brincadeira de democracia” e passar a não obedecer mais às decisões do STF.
Surgem então “interpretações jurídicas” feitas pelos congressistas, a começar pelo Presidente do Senado dizendo que “a Constituição não prevê” o que foi decidido pelo STF, “esquecendo” que o papel de interpretar a Constituição é atribuição do Supremo Tribunal Federal, não do Senado.
“O Brasil é um excelente lugar para se fazer um país”, é a frase que explica o momento atual. Ainda não temos instituições sólidas o suficiente para se imporem, a ponto de levar até o fim a luta contra a corrupção.
Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário foram além dos limites aceitos pelos corruptos do Legislativo, eleitos por milhões de brasileiros que nunca prestaram atenção – ou pior, não se importaram – com o que esses eleitos seriam capazes de fazer. Por tudo isso, 2018 será “o ano da verdade” em que a população vai mostrar se se importa, ou não, que o Brasil seja um país sério – para o que terá de cuidar quem elege, tirando pelo voto os que desmoralizam a Constituição e o país.
 
Montserrat Martins
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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