Taquari, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
22/09/2017
MISTURA FINA: Batatinha propõe que vereadores recebam um salário mínimo

Antes de deixar a Câmara, no próximo dia 26, o suplente Cássio Frühauf, o Batatinha (PP), que assumiu a cadeira do vereador Clóvis Bavaresco (PP) durante 30 dias, deixou um abacaxi nas mãos dos colegas do Legislativo. O progressista, que neste um mês criticou diversas vezes o salário de R$ 3.862,22 recebidos pelos vereadores de Taquari, deixou tramitando no Legislativo um projeto de Lei que prevê um salário mínimo como subsídio para os vereadores na Legislatura 2021/2024.
O projeto é destinado à próxima legislatura, tendo em vista que, por lei, não é possível que os vereadores votem salários para o mandato em vigor. “Eu queria para essa legislatura, mas  não pode”, disse o progressista. Com a matéria, Batatinha antecipa uma discussão que geralmente acontece no último ano do governo, num período próximo às eleições municipais. “É um absurdo ganhar R$ 3.800 para, no meu ponto de vista, não fazer quase nada. Eu vejo que a maioria está ali por causa do salário e, se não estão, que me provem o contrário e aprovem esse projeto de um salário mínimo. Se aprovarem isso, eu quero ver quantos vão gastar na campanha o que se gasta hoje em dia, para depois ganhar um salário mínimo. Gastam um monte de dinheiro porque sabem que depois vão ganhar um monte”, disse.
De acordo com Batatinha, o projeto tramita na Casa desde a semana passada e pode ser votado na próxima sessão, a ser realizada no dia 2 de outubro. Batatinha não estará mais na Casa quando a matéria for apreciada. “Acho que vão engavetar o projeto”, acredita. 
O vereador disse que a proposta de redução do salário não é demagogia, mesmo que feita em um mandato em que é suplente. “Se eu ficasse, eu continuaria doando o meu salário, como eu vou fazer com o que recebi nesses 30 dias”. Batatinha também disse que é um possível candidato a vereador no pleito de 2020, quando será eleita a legislatura de vereadores que poderá receber um salário mínimo, caso o projeto de sua autoria seja aprovado.
O progressista disse ainda que o valor recebido por ele durante o exercício da vereança será doado a entidades. Devem ser beneficiadas pelo valor a Apae, GAP, Pequenos Notáveis, Pinheiros Duttra, Taquariense, CTG Pelego Branco, além da campanha em prol do tratamento de João Antônio Costa Lopes. “Quero ver o que eles precisam, tipo ajuda no transporte, bolas e fazer a doação. Vai dar um pouquinho para cada um, mas pelo menos vou conseguir ajudar um pouco”, disse.
Para Batatinha, os vereadores em exercício também deveriam doar seus salários às entidades ou à Prefeitura. “Se pegar os próximos três anos, dá R$ 1,4 milhão o salário e 13º salário dos vereadores. Então que se doe para o prefeito Maneco. O prefeito tirou secretários, fez a parte dele, então por que os vereadores não fazem a sua parte? Doa esses três anos, isso vai ajudar o município a trazer essa firma a Zanc, daí não tem desculpa: ah! O estado não manda dinheiro, porque aí a gente vai estar ajudando”.
 
Requerimentos negados
 
Durante o exercício da vereança, Batatinha fez 17 requerimentos solicitando informações de obras, serviços, condições de veículos da Prefeitura, hospital, entre outros. Destes, somente 6 foram aprovados. “Hoje, sendo minoria, não se consegue tocar nada para frente ali na Câmara. Não sei o porquê de negar os requerimentos. Disseram que tinha no portal da transparência, mas não tenho tempo de ficar horas sentado na frente do computador procurando essas informações. Queria uma resposta oficial. Para mim, parece que tentam esconder as coisas, quando negam requerimento”, disse o vereador.
Entre os requerimentos, um deles pedia cópia das vistorias dos ônibus que realizam transporte escolar. Segundo Batatinha, em visita à secretaria de Obras (Britador) notou que alguns veículos estavam com pneus gastos e queria comparar as vistorias realizadas com os equipamentos encontrados nos veículos. Outros requerimentos questionavam a obra de ampliação do Hospital de Taquari. “Ninguém sabe responder porque a obra está parada há mais de um ano. As pessoas querem saber isso”, diz.
 
Fiscalização
 
O progressista disse que neste um mês em que ocupou uma cadeira no Legislativo visitou alguns postos de saúde do município, a secretaria de obras e atendeu a diversos chamados da comunidade. “Os funcionários do britador não têm os EPIs (equipamentos de proteção individuais) para usar, não têm as mínimas condições, nem banheiro direito. Muitas máquinas estão quebradas, tem caminhão em cima de tocos. O posto do Rincão, em dias de chuva, só de bota de borracha lá dentro, e é uma obra nova”, disse. Segundo ele, até o dia 26 de setembro, quando encerra o período em que exercerá a vereança, visitará escolas e creches para ouvir os trabalhadores e fiscalizar a situação dos educandários.
 
Ainda sobre a derrubada do Busto do Costa e Silva
 
O juiz da 4ª Câmara Criminal, Mauro Borba, instrutor do processo que apura sobre a derrubada do busto do ex-presidente do Brasil, Marechal Arthur da Costa e Silva, em dezembro de 2014, ouviu, na manhã da terça-feira, em Taquari, testemunhas de defesa e de acusação. 
Neste processo, o prefeito Maneco e o então secretário de Obras, Luiz Santos da Rosa, foram denunciados pelo Ministério Público.
 
Professores registram ocorrência contra o Governo do Estado
 
Nesta semana, um grupo de professores procurou a Polícia Civil de Taquari para registrar ocorrência contra o Governo do Estado. O fato atípico foi registrado pela professora Elisete Cardoso dos Santos, representante do 8º Núcleo do Cpers-Sindicato, que estava acompanhada de outros 13 colegas. De acordo com o grupo, o Governo do Estado descumpriu artigos da constituição federal e um mandado de segurança deferido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), quando não pagou integralmente o salários do magistério no dia 31 de agosto deste ano.
 
Boato
 
Nesta semana, circulou nas redes sociais a informação de que uma operação policial investigava casos de empresas de fachada criadas em Taquari. O Mistura Fina entrou em contato com o delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Gustavo Bermudes, responsável pela investigação, que informou que, na verdade, a Operação Antares, que investigava mais de 50 empresas de fachada criadas para aplicar golpes no comércio, ocorreu em 11 cidades, entre elas o município de Taquara, no Vale do Paranhana, e não Taquari, como o informado, inclusive, por alguns veículos de comunicação.
 
Projeto de reforma do Idesc passa por ajustes finais
 
A Prefeitura informou que está trabalhando nos ajustes finais da reformulação do projeto de reforma do prédio do Idesc/Seminário Seráfico para publicação de novo edital de concorrência pública para contratação de empresa que realizará a obra.
O edital publicado pela Prefeitura no mês de julho continha erros na descrição do projeto e acabou sendo impugnado, após pedido de uma das empresas interessadas. Com o novo edital, o valor da obra, que estava orçada em R$ 5,9 milhões, deve mudar. “O valor da obra será alterado, só que sem a finalização dos ajustes não é possível precisar o valor final. A Prefeitura tem trabalhado para trazer a empresa Zanc para Taquari, somente essa empresa gerará 600 empregos diretos no município”, disse a Prefeitura, através de sua assessoria de imprensa.
O prédio do Idesc/Seminário Seráfico será reformado pela Prefeitura de Taquari, que cederá o imóvel à Zanc Assessoria de Cobrança, que deve instalar um call center no local. Se mantida a média de 600 trabalhadores na empresa, o prédio será doado a Zanc.

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

mais vídeos

 
CLIMA
 
EDIÇÕES
Contato
(51) 3653.3795
(51) 3653.4719
(51) 9861.6358

Copyright © Jornal O Fato Novo 2013. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por