Taquari, 14 de Dezembro de 2017
NOTÍCIAS
22/09/2017
Um ano intenso para os dançarinos do CTG Pelego Branco

No feriado de 20 de setembro não teve descanso para os 24 integrantes da invernada adulta do CTG Pelego Branco. Os casais de dançarinos chegaram ainda pela manhã na sede do CTG para se preparar para uma nova apresentação. Os integrantes que residem em outros municípios dormiram no local para ter tempo de se arrumar e ir para Vera Cruz.
Desta vez o convite foi especial. Pela primeira vez, o grupo foi remunerado para fazer uma apresentação. “Hoje vamos a Vera Cruz que é da 5ª Região Tradicionalista. Fomos convidados para desfilar e fazer uma apresentação lá. É a primeira vez na história desse grupo que não estamos pagando pra ir. Virá um ônibus nos buscar e ainda teremos um cachê. Isto é ótimo porque temos custos para chegar no Enart”, afirma o integrante Joni Bilhar.
A rotina intensa dos dançarinos é desde o início do ano, com ensaios nas madrugadas depois que chegam da faculdade. Tudo isso tendo em vista a final do Encontro de Arte e Tradição (Enart), o maior evento de dança amadora da América Latina, que acontecerá em novembro, em Santa Cruz do Sul. “É a realização de um sonho de todo o dançarino chegar no Enart”, comenta Joni. Até a classificação para a final, é necessário passar por etapas regionais e inter-regionais, que já foram vencidas pelo grupo. “Eu danço há nove anos e é a primeira vez que vou dançar em Santa Cruz do Sul. Sempre fui assistir ao Enart como expectador, agora vou chegar com o meu grupo e dançar. Pra nós é uma emoção, a realização de um sonho”, diz. 
A classificação para a final do Encontro é uma meta que eles estão buscando desde 2014, quando o CTG voltou a ter uma invernada adulta. Em 2015 e 2016, participaram das inter-regionais, pela categoria Força B, em São Jerônimo e em Venâncio Aires, mas não se classificaram. Para 2017, foram mais ousados. Com a coreografia “De Búfalos e Ganados” (a mesma do ano passado) optaram em disputar pela força A, o que significava mais responsabilidades e mais ensaios. Na Força B, é necessário se preparar para nove danças e na Força A, são 19. A definição ocorre 15 minutos da apresentação, através de sorteio. “Este ano foi muito intenso pra nós na questão de ensaios durante a semana. Tem pessoas que vêm de Paverama, Montenegro e de Portão, conseguimos nos reunir após a meia noite. Quando o nosso instrutor não pode vir, acabamos ensaiando nós mesmos, sempre buscando aperfeiçoar e acho que foi isso que fez com que conquistássemos em Santo Ângelo, em agosto, uma das 10 vagas. Fomos buscando a 10ª vaga e ficamos em 7º. Foi uma surpresa muito positiva para nós como grupo e acho que para os nosso oponentes, que nem sabiam quem era o Pelego Branco e que tivéssemos um desempenho tão bom”, avalia Joni. 
 
A visibilidade com o Desafio Farroupilha 
 
Com os preparativos para o Enart, o grupo também buscou uma vaga no reality Desafio Farroupilha - A dança das Invernadas. No ano passado, eles tentaram participar mas não conseguiram a classificação. Para este ano, foram mais firmes no propósito, mobilizaram as escolas através de projetos sociais e ficaram entre os oito semifinalistas, mas não classificaram para a final, obtendo a terceira colocação. Porém ainda buscaram e conquistaram o título de Grupo Mais Popular, obtido através do voto na internet. O CTG Pelego Branco fez 180 mil votos, o que correspondeu a 23% do total. Por este feito, no último sábado, apresentaram-se no novo teatro da Unisinos, em Porto Alegre, com transmissão televisiva para todo o Estado. “Aparecemos bastante na RBS TV e quando passávamos pelos lugares, as pessoas parabenizavam o grupo por estarem vendo Taquari na televisão por uma coisa boa. Isso deu uma visibilidade muito grande para Taquari e para o CTG, na questão de as pessoas entenderem o que a gente faz aqui. É uma diversão pra nós, mas muito mais para preservar a tradição e a questão da cultura. Não estamos aqui simplesmente para diversão. Temos um propósito e hoje a cidade e a região entendem um pouco melhor”.
 
Uma rotina diária intensa 
 
Os frutos colhidos até agora pelo grupo, com idades entre 16 e 31 anos, são resultado de muita dedicação e de uma rotina intensa. Os ensaios ocorrem na madrugada três vezes por semana, e a maioria dos integrantes trabalha e estuda. Há nove deles que moram em Montenegro, Portão e Paverama. O barulho causado pela música já motivou ações judiciais. Agora, eles ensaiam em locais alternativos, como no Retatec, Acerta ou no Ginásio de Esportes da Escola Osvaldo Ferreira Brandão. “A rotina é bem puxada mas a gente acostuma. No início foi mais difícil, chegar três ou quatro horas da manhã em casa, dormir uma hora e meia ou duas, muitas vezes, e ir para o trabalho. O organismo acostuma”, diz a dançarina Marina Fazenda, que está na entidade desde os seis anos. Mais perto da data do Enart, os ensaios serão intensificados. “Também vamos fazer retiros, entramos para o CTG no sábado à tardinha e vamos embora só no domingo à tardinha, fazemos as refeições aqui e dançando sempre”, conta 
O projeto do grupo para participar do Enart tem o custo aproximado de R$ 100 mil, desde o início do ano com o pagamento de alimentação, transporte, instrutor, indumentária, coreografia, alojamento, porque são várias fases. Tudo é bancado pelos participantes que fazem promoções, como a venda de pastéis, realização de jantares, bailes, rifas, para abater um pouco os valores.  
Para a dançarina Marina, o momento vivido pelo grupo é único. “É muito gratificante. Trabalhamos muito para isto. Este ano está sendo muito diferente pra todo mundo aqui, inclusive pra mim, que danço desde os seis anos”. 
O patrão do CTG, Valdir Muhlen, destaca que o grupo está divulgando o nome da entidade e de Taquari e diz que se sente orgulhoso com o trabalho do grupo. “Porque o que eles fazem é fora de série, principalmente financeiramente porque não temos como ajudar muito”. 
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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