Taquari, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
11/08/2017
Lotéricas em Taquari e Tabaí são assaltadas em menos de uma hora

Duas lotéricas, uma em Taquari e outra em Tabaí, foram alvos de bandidos armados na tarde da sexta-feira passada, dia 4. De acordo com a Delegada de Polícia, Betina Martins Caumo, as investigações apontam que um grupo cometeu os dois assaltos. “Com base nas provas, constatamos que foram os mesmos indivíduos, com o mesmo veículo e o mesmo modus operandi.”
O primeiro caso ocorreu na lotérica situada na rua Albino Pinto, por volta das 16h. Conforme a Brigada Militar, um homem armado com dois revólveres entrou no estabelecimento e anunciou o assalto. Outro bandido, que portava uma arma de cano longo, ficou na porta do estabelecimento. 
Após renderem funcionários e clientes, os bandidos fugiram em um Nissan Versa cinza. A Brigada Militar foi informada de que eles teriam seguido em direção ao Passo do Santo Cruz. Uma viatura foi despachada, mas os suspeito não foram encontrados.
Meia hora depois, ocorreu o assalto na lotérica de Tabaí, situada na rua 28 de Dezembro, Centro, próximo ao viaduto. De acordo com a Polícia Civil do município, um homem segurando dois revólveres rendeu funcionários e clientes enquanto outro indivíduo, que portava uma espingarda calibre .12, ficou em frente à porta. 
A ação foi rápida, e os assaltantes teriam levado apenas o dinheiro dos caixas e um malote. Depois disso, eles entraram em Nissan Versa e fugiram.
 
Acusado de cometer os assaltos foi preso em Santa Cruz do Sul
 
Horas depois dos assaltos, o Pelotão de Operações Especiais (POE) estava em patrulhamento na rodovia de acesso à Santa Cruz do Sul quando avistaram um Renault Orach em “atitudes suspeitas”. Ao tentarem abordar o veículo, um indivíduo saiu correndo e outro acabou sendo preso.
Dentro do veículo, a polícia encontrou dois revólveres calibre .38 e uma quantia em dinheiro. O homem foi identificado como M. G. R., 35 anos. Conforme a Delegada, ele era um dos foragidos que, junto com outros oito presos, escapou do Presídio de Venâncio Aires, no dia 18 de julho.
As investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de M. G. R. nos assaltos às lotéricas. “Nós já conseguimos fazer prova em relação ao acusado nos roubos às lotéricas. Ele foi preso em Santa Cruz do Sul com as mesmas armas e as mesmas roupas utilizadas nos assaltos”, afirma a Delegada.
 
Investigações continuam
 
Agora, a polícia trabalha para identificar o comparsa de M. G. R.. “As investigações já apontam nomes, mas nós precisamos formalizar prova em relação a essas outras pessoas. Um dos investigados foi o mesmo que participou no roubo à mesma lotérica em Taquari no ano passado”, explica.
De acordo com a Delegada, a polícia investiga a participação de M. G. R. e seu grupo em assaltos que ocorreram recentemente em Taquari. “Nós tivemos três casos em Taquari, o roubo na residência, na joalheria e na lotérica, cujas investigações apontam a autoria para os mesmos envolvidos. São crimes que acontecem de tempos em tempos e coincidentemente aconteceram no período em que essas pessoas estão foragidas do sistema prisional”, afirmou.
No domingo, dia 6, o veículo utilizado pelos suspeitos de cometer os assaltos foi encontrado na TK-36. Por volta das 17h30, a Brigada Militar foi informada de que havia um Nissa Versa, de cor cinza, com placa de Santa Cruz do Sul na localidade.
A BM localizou o automóvel, que estava coberto por um pó químico de extintor de incêndio, e constatou que o automóvel encontrava-se em situação de furto/roubo. A chave do carro foi estava sobre o banco.
 
Medo virou rotina na Albino Pinto
 
O assalto à lotérica é o segundo caso que ocorreu na rua Albino Pinto em menos de duas semanas. No dia 24 de julho, segunda-feira, a joalheria Brilho Raro foi alvo de homens armados. 
Desde então, quem mora e trabalha no local vive com  medo de ser vítima de assalto. “As pessoas têm medo de passar por aqui. A gente percebe que o movimento aqui no comércio diminuiu no dia seguinte ao assalto à lotérica”, relata uma funcionária de um estabelecimento situado na rua Albino Pinto. 
Os dois assaltos ocorreram próximo ao local onde ela trabalha, o que a preocupa ainda mais. “O medo virou rotina, porque tu nunca sabe quando vão assaltar lá”, desabafa. 
Um morador da mesma rua contou à reportagem que não se sente mais seguro para caminhar pelo local nem durante o dia. “O que me preocupa é que os assaltos foram de tarde e nas duas vezes os bandidos estavam com armas pela rua. Uma hora dessas algum pedestre pode acabar virando refém ou levando um tiro. Então, todo mundo passa correndo pela rua, até durante o dia, com medo”, conta.
Os entrevistados acham que, com falta policiamento no local, a rua é considerada alvo fácil para que bandidos entrem na cidade e realizem assaltos. Eles recordaram que a lotérica já foi assaltada em maio do ano passado.
Conforme a Delegada de Polícia, a rua não é considerada um dos pontos mais críticos do município. “Não achamos que seja um ponto mais crítico. Naquela rua, temos dois crimes registrados neste ano: o roubo à joalheria e à lotérica”, ressaltou.
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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