Taquari, 15 de Dezembro de 2017
NOTÍCIAS
19/05/2017
Acabou... E agora?

Acabou o governo Temer, o que vem agora? O bom senso e o clamor popular por Diretas Já serão atendidos? O Congresso Nacional, também com centenas de investigados pela Lava Jato, vai tomar decisões decentes nesse momento de crise? O TSE finalmente vai cassar a chapa Dilma e Temer, agora ?
Temer, obviamente, não tem condições morais de governar após a revelação de sua fala tentando comprar o silêncio do Eduardo Cunha. Outras gravações acrescentam ainda sua informação privilegiada para a JBS de queda da taxa Selic, fora outras que possam vir à tona nos próximos dias.
O cenário deveria ser promissor com a queda de um governo comprovadamente corrupto, mas reina a incerteza devido ao tipo de políticos que ainda predominam no cenário nacional.
Não temos mais Vice-Presidente e o Presidente da Câmara também está envolvido em denúncias na Lava Jato. Além disso, nada indica que o Congresso tenha interesse em novas eleições diretas, que poderiam varrê-los dos postos que ocupam, de onde se locupletam.
Manobras surgirão, nos próximos dias, onde naturalmente se esperam propostas indecentes tais como eleições indiretas, pelo Congresso, para continuarem se beneficiando do atual status quo.
O bom senso, a civilidade, a experiência de países ditos “desenvolvidos” indicam que numa crise política dessa gravidade só novas eleições poderiam conferir um mínimo de legitimidade para um novo governo.
Em curso, ao contrário, estava no Congresso tentativa de adiar as eleições de 2018 em nome da mudança no tempo de mandato e da coincidência de eleições de diferentes níveis.
Será que o clamor popular medido nos altos índices de reprovação de Temer (já abaixo dos índices terminais da Dilma) se farão ouvir, mesmo que multidões não voltem às ruas?
Não sabemos, aliás, por que as multidões não voltam às ruas, se pela perplexidade ou pela divisão entre “coxinhas” e “mortadelas”, onde só se mobilizam os que são contra um lado ou contra outro.
Como tem sido dito nas redes sociais, agora, “não somos mais coxinhas nem mortadelas, somos todos pamonhas”. Seria cômico se não fosse trágico, que um país com o nosso imenso potencial, e que começa finalmente a depurar suas instituições, graças à Lava Jato, ainda esteja à mercê de um Congresso cada vez mais ilegítimo.
 
Montserrat Martins
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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