Taquari, 17 de Agosto de 2017
NOTÍCIAS
05/05/2017
O olhar fotográfico sobre a pluralidade das mulheres

Desde janeiro, a fotógrafa taquariense Fernanda Carvalho, 38 anos, está desenvolvendo o projeto Mulheres Infinitas. A intenção é mostrar as variadas formas de ser mulher, além de trabalhar a autoestima. “Mulheres Infinitas é qualquer forma de tu te sentires mulher, qualquer pessoa que se sente mulher pode participar.”, completa Fernanda.  
A ideia surgiu depois que ela foi vítima de agressão doméstica. “A gente sempre acha que só acontece com o outro e quando passei por isso vi que precisava fazer alguma coisa para ajudar outras pessoas. Não é só a agressão física, é psicológica também. Fui me afundando dentro daquele relacionamento e realmente acreditando que eu era incapaz”, lembra. 
Buscando uma forma de levar a mensagem a outras mulheres, ela descobriu no seu trabalho uma ferramenta. “A Lei Maria da Penha te dá uma medida protetiva, mas só funciona se o agressor for pego em flagrante. Então percebi que tenho uma ferramenta que poderia ajudar estas mulheres com a autoestima baixa. Mas daí quis ampliar. Quero fotografar mulheres que tenham histórias para contar. Geralmente, quem procura fazer o ensaio, é porque quer mostrar para si que ainda pode, ou nunca foi fotografada ou levantar a autoestima”, comenta. 
Assim, começou a fotograr mulheres buscando mostrar a sua essência. O trabalho iniciou com mulheres sendo convidadas, mas outras começaram a mostrar interesse. Nestes quatro meses de trabalho, mais de 40 já foram clicadas pela fotógrafa, entre elas mulheres com manequim plus size, homossexual, chef de cozinha, viúva, promotora, blogueira, maquiador. Além de resgatar a autoestima, o projeto tem quebrado tabus e passado por algumas polêmicas. Ela lembra que algumas mulheres fotografadas causaram grande impacto. “Tem muito ainda de que, dependendo da posição da mulher na sociedade, ela não pode se expor”.   
Para a fotógrafa, que utiliza luz natural, uma câmera Canon e uma lente 50mm, o projeto, atualmente, representa a realização de um sonho. “Cheguei onde queria, e não é por questões financeiras, é pela realização como ser humano, de poder ajudar, pelo fato de a pessoa sentar comigo e contar a vida dela, confiar, naquele momento que se sentiu um pouquinho melhor e conseguiu falar de uma assunto que para ela era difícil”, destaca. 
A promotora de justiça, Melissa Marchi Juchen, 42 anos, participou do projeto. “Foi uma experiência indescritível, não apenas pela possibilidade de eternizar meu momento atual de plenitude da mulher pós-maternidade, mas também pela grandiosidade da ideia do projeto de captar a singularidade de cada mulher num universo de plurais possibilidades do feminino. Sempre amei fotografia e no decorrer da minha vida fui ficando cada vez mais criteriosa com fotos e suas expressões”, destacou a promotora. 
No dia 2 de junho haverá uma exposição das fotos artísticas no Hause Café Bistro, em Porto Alegre, localizado na Rua Dona Laura, 19, Bairro Minhos de Vento, fechada para convidados. Após esta divulgação, ela deverá se dedicar a eventos que deem retorno financeiro para que possa ser revertido para instituições que auxiliam mulheres vítimas de agressão doméstica. 
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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