Taquari, 29 de Abril de 2017
NOTÍCIAS
14/04/2017
Dificuldades para consultar com traumatologista

Pessoas com fraturas estão enfrentando problemas para consultar com um traumatologista/ortopedista ou marcar cirurgias. Conforme a Secretaria da Saúde, cerca de 100 pessoas aguardam por uma consulta ou procedimento com especialista desta área, em Taquari. A situação piorou depois que o Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV), justificando a falta de repasse por parte do Governo do Estado, suspendeu os atendimentos de baixa e média complexidade que eram disponibilizados na região.  
O filho de cinco anos da dona de casa Giovana da Silva, moradora do Bairro Praia, fraturou o braço em fevereiro, e a mãe teve dificuldade de realizar os procedimentos necessários pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Primeiramente, o menino foi levado para Porto Alegre onde foi colocada uma tala. “O médico de lá mandou procurar um traumatologista e daí ficou mais de 15 dias até eu conseguir para ele colocar o gesso”, conta a mãe. O gesso foi colocado no Isev, em Taquari, num domingo, por um traumatologista que teria vindo para fazer plantão. Depois de 15 dias com o gesso, ela deveria ter feito um raio-x, mas esteve várias vezes na Saúde e em uma das oportunidades, foi informada que não tinha verba disponível.  
Nesta semana, Giovana contou a O Fato Novo que, para realizar o raio-x, esteve na Câmara, numa noite de sessão, e contatou com um vereador. “Daí consegui. Ele disse para eu ir no outro dia lá (na Câmara). Para retirar o gesso, disse que esteve na prefeitura para obter uma resposta, mas não foi atendida. Então, ela mesma retirou o gesso em casa, mas acredita que o braço não ficou no lugar correto. Agora ela vai precisar encaminhar as fisioterapias. 
Outra paciente que está precisando de cirurgia em decorrência de uma fratura é Francine Silva de Freitas, 22 anos. Ela quebrou o pé após um acidente de motocicleta, no dia 9 de março. “Fui até o hospital, fizeram o raio-x e o médico do plantão confirmou que eu tinha quebrado”, conta. Ela deveria ter sido encaminhada para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Canoas, onde passaria por uma cirurgia, mas não conseguiram a vaga. “Passei o dia no hospital esperando uma vaga para Canoas, não conseguiram. Colocaram uma tala no meu pé e me mandaram pra casa”, lembra. Segundo Francine, ela teria que conseguir na rede particular a consulta com o traumatologista, mas como não tem condições de pagar, esteve no posto de saúde e solicitou o encaminhamento. “Consegui colocar o gesso no hospital, no dia 12, com um plantonista que é traumatologista. Ele disse que é caso cirúrgico, me encaminhou para o HPS e achou que, pela gravidade da lesão, já iriam fazer a cirurgia. La fizeram outro raio-x, me mandaram embora e disseram que eu ia tentar pela Saúde da minha cidade a cirurgia”, conta. A mãe de Francine tentou marcar pela Saúde, mas foi informada de que não há verba disponível para liberar a cirurgia. O que ela conseguiu até hoje foi marcar uma nova consulta para o dia 18 de abril, mas ainda não sabe se será feita a cirurgia. 
 
O que diz a prefeitura
 
A prefeitura disse que atualmente “a referência regional na área da traumatologia está em processo de adequação. Como se trata de atenção especializada, a prestação do atendimento fica a cargo da instituição de referência ou do Estado. O município realiza o cadastro dos pacientes no sistema e aguarda o agendamento por parte do Estado. Dentro das possibilidades, cabe ao município pressionar o Estado pela realização do agendamento, o que está sendo feito”. 
Sobre a falta de exames de raio-x, disse que não há filas e que o atendimento é feito pelo hospital.
Quanto ao encaminhamento que tem sido dado às pessoas que necessitam com urgência de um raio x e de uma consulta com traumatologista a prefeitura informou que “tanto a realização de exames em raio-x, quanto consultas com especialistas em traumatologia são serviços que não são realizados diretamente pelo Município e sim pelas instituições de referência”. 
 
O que diz o Isev
 
O Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev) informou, através da assessoria de imprensa, que não há atendimento de traumatologista na instituição e a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde deve remanejar os pacientes para novas referências. “Cabe ressaltar que atendemos esta especialidade até dezembro de 2016, mesmo estando com o incentivo suspenso desde agosto de 2015 por parte do Governo do Estado”. Antes, os atendimentos ocorriam semanalmente e cabia a Secretaria Municipal de Saúde realizar os agendamentos, via sistema. O Isev informou ainda que não há previsão de retorno do atendimento de traumatologia, por falta de incentivo do Governo Estadual. 
 

 

VÍDEO

No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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