Taquari, 29 de Junho de 2017
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14/04/2017
Há 40 anos NO AR

O que poderia ter sido uma pegadinha pelo dia 1º de abril ganhou status profissional e completou quatro décadas neste mês. A curiosidade de menino e o fanatismo pelo futebol renderam ao taquariense José Valmor Pereira, 57 anos, uma vida dedicada aos microfones da Rádio Açoriana (AM 1560), localizada em sua terra natal. “Sempre gostei de futebol. Quando eu não jogava, narrava a partida dos amigos. Já gostava de escutar rádio”, lembra.
Neste mês de abril, ele completou 40 anos de trabalho na rádio fundada em 1968. A maior parte da sua trajetória profissional está relacionada à história do veículo de comunicação local. “Consegui participar da era de ouro da Açoriana, no tempo em que o rádio tinha glamour, o ouvinte pagava para ouvir e mandava cartinha. Cada programa tinha uma urna onde eram colocadas as cartinhas com declarações de amor, pedidos de casamento e de música”, recorda. 
Valmor lembra que entrou na rádio a convite de um amigo, Carlos Roberto de Oliveira, o Carlão, na década de 1970, quando tinha 17 anos. Mas a entrevista e o teste com o diretor da rádio, Valdir Fritz, foi agendada para o dia 1º de abril. “Eu não ia porque poderia ser sacanagem e naquela época (muitas) as pessoas aplicavam pegadinhas. Mas a mãe disse para eu ir: ‘se for o 1º de Abril tu levas na brincadeira e volta pra casa’, mas não era”, conta.
Como não era pegadinha, começou como operador de áudio mas logo passou a atuar como repórter. “Digo sempre que é vocação, porque foi muito fácil”. Passou a fazer a cobertura das partidas do Grêmio Esportivo Taquariense e do Esporte Clube Pinheiros. Acompanhando estes times, teve a oportunidade de conhecer a maioria dos estádios no Rio Grande do Sul que fazem parte da série A e B. “Graças à narração do futebol”, ressalta. Neste ofício, pôde acompanhar a trajetória do Pinheiros, que obteve o título de Campeão Estadual Amador de 1984 e a participação do Taquariense na segundona gaúcha a partir de 1993. “Perdi as contas de quantos quilômetros andamos. É uma pena que o futebol parou. Eu não me sinto cansado, ainda não penso em parar. A minha paixão é o rádio”, comenta o radialista, que também  atuou como narrador das partidas e locutor.
 
As satisfações e frustrações
 
Na trajetória na Rádio Açoriana, teve a oportunidade de trabalhar com nomes como Pedrinho Freitag, José Machado, Manoel Pereira e Gabriel Becker Neto, já falecidos, Valdir Fritz e Cilon Coutinho. E nestes mais de 40 anos na comunicação, lembra que passou por muitas satisfações e frustrações, mas o mais marcante no período foi o aprendizado na área técnica de cada etapa da transmissão. “Saber fazer tudo. Aprendi muito a parte técnica e acho muito legal. Se houver uma falha na transmissão sei se é na cabine, no microfone ou na linha”, conta.
Com a assinatura de apenas um empregador na Carteira Profissional, Valmor viveu também a transição na forma de fazer rádio, quando havia as discotecas, as fitas K-7 e as cartucheiras. “Hoje tá sem graça fazer rádio, até sonolento. Facilitou muito, mas com o computador se o programa travar, tem que ir para o microfone até reiniciá-lo, perde-se toda a play list... É bom, mas não tem mais aquele glamour. Como era gostoso mexer com aqueles K-7s, os long plays”, reflete.
Valmor é casado com Vanusa Haetinger, há 27 anos, que conheceu na rádio, pai de três meninas (duas do primeiro casamento) e tem dois netos.
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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