Taquari, 21 de Outubro de 2017
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31/03/2017
De Taquari para o México

Há cinco anos morando fora do Brasil, o taquariense Saulo dos Reis Silva, 35 anos, vive um momento especial na sua carreira como fisioterapeuta. Estabilizado no Pachuca, do México, clube em que trabalha desde o final de janeiro deste ano, um dos maiores daquele país, Saulo conta um pouco da sua trajetória no futebol e e como é estar nas semifinais do Champions League da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe).
O envolvimento de Saulo com o futebol começou bem cedo, aos seis anos, quando entrou na escolinha da Pinheiros/Duttra e Esporte Clube Pinheiros. E lá, permaneceu até aos 19 anos, quando optou por continuar a carreira acadêmica, abandonou o futebol e começou a trabalhar. 
Filho de Paulo da Costa Silva e Sandra Maria dos Reis Silva e irmão de Priscila dos Reis Silva, Saulo formou-se em fisioterapia em 2006, então com 25 anos. Dois anos após se formar, Saulo foi embora de Taquari para entrar no mundo do futebol profissional.
Segundo Saulo, a oportunidade de trabalhar em um clube profissional surgiu “através do técnico Nestor Simionato e seu auxiliar, Gilban Gonçalves, que, na oportunidade me convidaram para trabalhar no Luverdense, do Mato Grosso”. E por lá, na cidade de Lucas do Rio Verde, Saulo permaneceu por cinco temporadas, até 2012.
Em 2012, Saulo transferiu-se para o Guarani, de Assunção, Paraguai, clube no qual trabalhou até dezembro de 2016. Em janeiro de 2017, Saulo deu um salto na sua carreira e mudou-se para o México, onde assinou contrato com o Pachuca, um dos maiores e mais estruturados clubes do país.
De acordo com Saulo, a chance de transferência para o Pachuca veio através de um contato com um antigo companheiro de trabalho. “Em 2012 trabalhei com um técnico uruguaio, chamado Diego Alonso, que atualmente está no Pachuca. O clube buscava um profissional na minha área, ele me indicou e acertamos a vinda para o México”.
Atualmente, Saulo, sua esposa Maria Cristina Cañete e seu filho Thiago dos Reis Cañete, de dois anos, que nasceu no Paraguai, residem em Pachuca de Soto, capital de Hidalgo, um dos 31 estados mexicanos. Saulo assinou contrato de um ano com o Pachuca, clube pelo qual se dedica exclusivamente.
Na próxima terça-feira, dia 4, o Pachuca disputa o segundo jogo da semifinal da Champions League da Concacaf, competição equivalente à Copa Libertadores. O clube de Saulo está tentando o seu quinto título desta competição e disputa a vaga na decisão com o FC Dallas, dos Estados Unidos. No primeiro jogo, em Dallas, o Pachuca perdeu por 2 a 1. Agora, na volta, em casa, uma vitória simples por 1 a 0 classifica o Pachuca para a final contra Tigres, do México, ou Whitecaps FC, do Canadá, que fazem a outra semifinal.
Segundo Saulo, “a estrutura que tem o Pachuca foi um dos requisitos principais para aceitar o convite de vir. Atualmente somos semifinalistas da Champions da Concacaf e na Liga Mexicana estamos entre os primeiros, em quinto. No ano passado, o Pachuca foi campeão Mexicano do Clausura, um dos turnos da Liga Mexicana”.
Saulo explica que seu trabalho consiste em “prevenções de lesões, tratamentos, readaptação de jogadores e manutenção de atletas pós-lesões ou que apresentam algum tipo de debilidade”. 
Feliz com o seu trabalho, o taquariense diz que está no melhor momento da carreira. “Acredito que tive a oportunidade de viver ótimos momentos, que marcaram muito a minha carreira, entre elas a primeira  conquista, o Campeonato Estadual Matogrossense, em 2009, o acesso à Série C do Brasileirão, em 2010, ambos pelo Luverdense, a semifinal da Copa Libertadores, e o título paraguaio em 2016, os dois pelo Guarani. Fora todas estas experiências que eu já vivi no futebol, acredito que este é o melhor momento da minha carreira”.
Sobre o futuro, Saulo afirma que “é dificil falar em futuro sendo que minha chegada aqui é muito recente. Meu projeto atual é continuar consolidando meu trabalho aqui, onde estou, e poder sair campeão das competições de que estamos participando”.
Saulo ressalta a importância da família para que tudo isso esteja acontecendo. “É muito difícil estar longe dos familiares, da terra natal e dos amigos. E, ao mesmo tempo, é muito gratificante colher os frutos do trabalho e ver que tudo valeu a pena. Agradeço a Deus por todas as oportunidades que me concedeu até hoje e me considero um homem abençoado”.
 
Um pouco mais sobre o Pachuca
 
O Pachuca foi fundado em 28 de novembro de 1901. O clube já ganhou seis títulos no Campeonato Mexicano, 1999, 2001, 2003, 2006, 2007 e 2016, foi campeão quatro vezes da Champions League da Concacaf, em 2002, 2007, 2008 e 2009 e participou três vezes do Mundial de Clubes da Fifa, em 2008, 2009 e 2010, quando perdeu para o Mazembe, que veio a eliminar o Internacional nas semifinais.
Mesmo fazendo parte da Concacaf, o Pachuca foi convidado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para disputar a Copa Sul-Americana, em 2006, quando se sagrou campeão. Foi o primeiro clube de fora da Conmebol a vencer um torneio da entidade.

 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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