Taquari, 29 de Abril de 2017
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17/03/2017
O boom das cervejas artesanais em Taquari

Em todo o país, a produção de cerveja artesanal vem ganhando força nos últimos anos. Hoje, com a facilidade de encontrar equipamentos e ingredientes necessários para fabricação, é possível fazer a bebida para consumo próprio dentro de casa.
E com o objetivo de conhecer novos tipos de cerveja, os taquarienses também começaram a produzir a sua própria bebida. Eles formaram um grupo, composto por mais de vinte produtores, que se reúne mensalmente para trocar experiências e degustar a produção.
“Em Taquari existem várias pessoas que produzem cerveja. Alguns estão fazendo há um tempão, outros começaram recentemente”, conta Alexandro Pereira da Silva, o Kinho. 
Hoje à noite, na festa de São José, os taquarienses poderão degustar algumas cervejas produzidas pelo grupo, que doou parte da produção. A ideia partiu de Kinho, que neste ano é festeiro de São José. “Queremos instigar as pessoas a conhecer e apreciar a cerveja artesanal”, afirma.
Kinho começou a produção da cerveja junto com o filho, Thiago Bastos da Silva, e com o cunhado, Vinícius Ely, há cerca de um ano e meio. “O Vinícius fez um curso em Porto Alegre e veio com a ideia. Aí nós três começamos a fazer juntos aqui em casa”, conta.
Com o passar do tempo, o interesse pela produção foi aumentando. “Saímos de casa e começamos a fazer a cerveja em uma propriedade em Amoras. Reformamos o lugar e hoje virou um ponto de encontro, onde reunimos a família e os amigos para irem até lá apreciar a nossa produção.”
O trio produz, em média, 30 litros por vez, que demora cerca de um mês para ficar concluído. A produção é feita quase que praticamente à mão, sem utilização de maquinários. São produzidos diversos tipos de cerveja, que variam conforme o método de produção e os ingredientes utilizados, que vão dar à bebida uma cor, sabor ou aroma diferente. A bebida tem até rótulo e nome: Morro Pelado, que fica próximo do local onde eles produzem a cerveja em Amoras.
“Apesar de dar trabalho, é uma coisa que a gente faz com prazer. E quando tu começas a experimentar uma cerveja artesanal, tu percebes a diferença, é outro gosto”, afirma.
Na propriedade em Amoras, Kinho e o filho Thiago fazem os preparativos finais para a festa de São José. Os dois degustam uma cerveja do tipo California Lager, que apresenta um sabor levemente adocicado e que possui uma quantidade de álcool maior que a das bebidas industrializadas. 
“Fazemos cervejas com um teor alcoólico mais forte que as convencionais. Inclusive uma com 10% de álcool”, conta Thiago. O jovem, que está no oitavo semestre do curso de engenharia química, conta que a experiência de produzir a bebida ajuda a expandir seus conhecimentos.
“A produção de cerveja artesanal é um hobby bastante interessante para quem faz engenharia química, porque tu podes colocar em prática aquilo que tu aprendes durante o curso”, explica. “A cada cerveja que a gente faz, eu gosto ainda mais de fazer. Tu tá sempre aprendendo algo diferente e quer sempre aprimorar. Dá um orgulho quando tu terminas uma cerveja e dá para os outros experimentarem.”
Os três produtores, assim como os demais, querem continuar a criar novos tipos de cerveja. “O interessante é que tu podes ir acrescentando ingredientes diferentes e inventar. Quero fazer uma de maracujá agora”, conta Thiago.
E, à medida que o interesse pela cerveja artesanal aumenta, os produtores como Thiago e Kinho esperam que se torne um mercado consolidado em Taquari. “Assim como em outras cidades, onde a produção de cerveja artesanal está crescendo e o mercado está ficando fortalecido, acredito que em Taquari teremos ainda mais opções de cerveja para saborear”, conclui Kinho. 
 

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No dia 16 de maio, um bugio que estava no Bairro Praia teve um choque ao deitar-se sobre os fios de energia elétrica. Ele caiu dos cabos da rede e foi socorrido por pessoas que estavam nas proximidades, entre elas, o agricultor Seloí Lang, conhecido por Nego do Rincão, que fez massagem e assoprou sua boca.

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